Com mais de 20 anos de carreira, a Banda Estrambelhados, de São Luiz do Paraitinga, lança o quarto álbum intitulado Carnaval Não Acaba Nunca!, dia 6 de fevereiro, em todas as plataformas digitais. São dez músicas inéditas e autorais, todas compostas pelos integrantes da banda, com produção musical de Betão Aguiar em parceria com Léo Couto. Aguiar já produziu álbuns premiados de Arnaldo Antunes e Preta Gil, além da trilha sonora do filme Ó Paí, Ó e do projeto Mestres Navegantes. No dia 14 de fevereiro, a banda apresenta ao vivo parte do repertório do álbum em seu show de Carnaval, em São Luiz do Paraitinga, 22h, no coreto Elpídio dos Santos, na praça central da cidade. O disco é independente e distribuído pela Tratore.
São Luiz do Paraitinga é referência quando pensamos no resgate contemporâneo das marchinhas de Carnaval, no estado de São Paulo. Todos os anos, milhares de foliões tomam as ruas centenárias que abrigam o maior acervo arquitetônico colonial do estado. As canções do novo trabalho celebram o espírito carnavalesco, mas pretendem extrapolar o calendário ocupando as ruas e corações, seguindo vivo o ano inteiro, alimentando a alegria das centenas de fãs do grupo. Marchinhas se misturam a referência de diversos gêneros musicais, com a energia contagiante que consagrou os Estrambelhados ao longo de sua trajetória. O resultado é um álbum vibrante, maduro e cheio de personalidade, colocando a musicalidade local em movimento.
O álbum começa surpreendendo com uma atmosfera de carimbó, sem se distanciar do molho das marchinhas, marca registrada da banda, com a música Quem Me Dera, de Léo Couto e Netto Campos, na composição e arranjos, evocando o sonho de um eterno Carnaval. Segue em ritmo acelerado com Apesar da Quarta-feira, com arranjos de João Gaspar e Léo Couto, em composição coletiva da banda. A terceira faixa, Para Além de Maio, de Léo Couto e João Gaspar traz ótimas viradas rítmicas, incluindo um jongo, ampliando, e muito, o conceito de marchinhas. A metaleira fantástica do grupo anuncia Tá Tudo Claro, composição e arranjos de Léo Couto, com aquele final de levantar multidões.
Já em Bala Perdida, também de Léo Couto, é uma marcha-rancho com um pé no samba reggae que sustenta o ritmo. Essa simbiose com outras sonoridades é uma identidade comum entre as faixas. Segue com a romantizada Guardo Aqui, composição de João Gaspar e Netto, com destaque para uma entusiasmada conversa entre os metais e a guitarra, mais para o final da música. Sétima composição, Safado e Mascarado de Ilusão, de Leandro Barbosa e Rafael Cursino também evoca algo mais próxima da marcha-rancho, com participação do maestro Alexandre Peixe no piano e instrumentação fabulosa, arranjos de Léo e Netto. Em Pluma Pele, de Léo Couto e Rodolfo Santana, a surpresa fica pela virada Blues que o arranjo de Léo Couto e Netto Campos propõe. Segue com o alto astral de Só Pra Ver, de Léo e Netto, e termina o disco com Pé d’água, composição coletiva da banda com um daqueles refrões matadores, para todo mundo sair cantando ao final da audição.
Banda Estrambelhados
A banda surgiu em 2003 e em 2007 lança o primeiro CD, Folias, com produção de André Magalhães, trabalho premiado pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Em 2012, lança o seu segundo trabalho autoral, o CD Estrambelhados Eu Sou, com produção de Betão Aguiar, contrabaixista de Arnaldo Antunes e filho de Paulinho Boca de Cantor, e também com a produção de Zé Nigro, ganhador de dois Grammys Latino. Em 2016, lança o terceiro disco, Além dos 4 Cantos, com produção de MAU, baixista da banda de Karina Buhr e Anelis Assumpção, com participações de Chico César, João Gaspar e Camilo Frade, talentos locais. E agora, em fevereiro de 2026, lança o álbum Carnaval Não Acaba Nunca! Filhos autênticos de São Luiz do Paraitinga, os Estrambelhados firmaram carreira pelas marchinhas de Carnaval, uma das mais fortes tradições da cidade, sem nunca deixar de inovar nas composições, arranjos e performances de palco. Aliam ao som das tradições populares, como congadas, moçambiques e folias, com o rock, reggae, pop e influências contemporâneas. Aliás, o que move a banda é o constante trabalho de evolução das marchinhas, propondo uma roupagem contemporânea e um conceito experimental, resultado da mistura de sons e ritmos cujo intuito é fomentar a inovação.
Ao longo da carreira, os Estrambelhados realizaram diversas apresentações importantes, como nas Viradas Culturais, tanto de São Paulo, como do Estado. Shows em diversas unidades do Sesc, como Pompeia, Pinheiros, São José dos Campos, Ipiranga, Itaquera, Taubaté, entre outros. Se apresentaram no Teatro da FIESP/Sesi junto com o grupo Paranga, outra forte referência musical da cidade. Em Circuito Cultural do Estado de São Paulo, no Teatro Funarte, em São Paulo, nas comemorações dos 30 anos do Lira Paulistana, com participações de Dante Ozzetti, Suzana Salles e Galvão Frade, um dos principais compositores das marchinhas luizenses. Além disso, o grupo acumula diversas apresentações na cidade natal e vários outros municípios do Estado. A Banda Estrambelhados é formada por Leandro Barbosa, voz, Rodolfo Figueira, voz e violão de aço, Rafael Cursino, violão de nylon, Netto Campos, voz, teclado e sintetizadores, Léo Couto, saxofone e arranjos, Paulo Buiu, bateria, Archanjo dos Santos, percussão, João Gaspar, guitarra, Flávio Jr, trombone, Lucas Augusto, trompete e Renato Frade, contrabaixo. O pré-save para o álbum Carnaval Não Acaba Nunca!, pode ser adquirido aqui – https://tratore.ffm.to/carnavalnaoacabanunca
Plataformas digitais dos Estrambelhados: https://linktr.ee/estrambelhados.oficial
Serviço do álbum Carnaval Não Acaba Nunca!
Dia 06/02 – Lançamento nas plataformas digitais
Dia 14/02, sábado, às 22h – show de Carnaval com parte do repertório do novo disco
Coreto Elpídio dos Santos – Praça Dr. Oswaldo Cruz, centro
São Luiz do Paraitinga – SP
