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ARTE / SP

 
     
 

A Galeria Base participa da edição 2018 da SP-Arte – Feira Internacional de Arte de São Paulo, com

stand inteiramente dedicado ao artista plástico pernambucano José Cláudio. Com direção de Daniel

Maranhão e Fernando Ferreira de Araújo, e curadoria de Clarissa Diniz, a mostra "Carimbos"

homenageia os cinquenta anos da série homônima, e apresenta ao público vinte e três obras, em

técnica que mistura nanquim sobre papel a partir de carimbos. Ao longo do primeiro dia da feira, a

Galeria Base também promove, em seu stand, o lançamento do livro de mesmo título.

 

A produção da série “Carimbos” insere-se no movimento “Poema Processo”, cujo surgimento data

de 1967 a 1970, ocorrido concomitantemente em quatro estados brasileiros: Rio de Janeiro, Rio

Grande do Norte, Minas Gerais e Pernambuco - cabendo a José Cláudio ser o único expoente deste

último estado. "Mas seus 'carimbos' vão além do 'poema processo', podemos considerar o ato de

carimbar um dos misteres da arte postal, que passou a se desenvolver em meados da década de

70", comentam Daniel Maranhão e Fernando Ferreira de Araújo.

 

Dentre as obras a serem expostas no stand da Galeria Base na SP-Arte 2018, destaca-se um

conjunto de livros de artista, que no dizer de Clarissa Diniz: “Abraçado pelo poema/processo, José

Cláudio produziu alguns dos mais instigantes livros de artista da história da arte brasileira,

articulando carimbos, desenho, colagem e técnicas de impressão. Seus livros se constituíam a partir

dos acontecimentos de seu próprio processo de criação, sem roteiro prévio, incorporando acasos e

abertos ao tempo”. A curadora ainda elege o "Livro de Artista nº1 comcolagens/desenhos/carimbos"

(1969) como um dos mais emblemáticos: "Suas páginas combinam carimbos, desenhos e colagens

numa estrutura que tira partido da lógica do objeto-livro. Nele, o artista constrói imagens a partir de

uma relação de sobreposição e subtração que se faz página a página, as quais recebem cortes que

possibilitam que o olhar atravesse sua habitual ordinariedade.

 

O gesto de folhear transforma as imagens e os poemas visuais ali arranjados, os quais, por sua

vez, são também constituídos na apropriação de recortes de revista e de letras desgarradas de

suas palavras 'de origem', que no livro são conectadas a linhas e a outras formas que evidenciam

serem, ali, um signo de outra natureza”.

 

Um conjunto de obras intitulado “Histórias de um carimbo” também é apresentado aos visitantes, e,

segundo a curadora: “Por meio de seu movimento, produzido no jogo entre o preenchimento e o

vazio do papel, os carimbos adquirem intencionalidade e se tornam sujeitos de ações

indeterminadas, porém intensas. Junto aos incontáveis poemas criados naquele período, as

Histórias de um carimbo nos revelam um artista inquieto com a linguagem e suas implicações”.

Acrescentam-se à exposição, obras intituladas “poemetos” datados de 1968/1969, que se

incorporam ao movimento do "Poema Processo", propriamente dito.

 

Acerca da produção exposta, Clarissa Diniz finaliza: "Ainda que breves, aqueles anos de trabalho

repercutiram imediatamente nos artistas do poema/processo e da arte. Nem tão remotamente,

reverberaram também no campo das artes gráficas. E, embora cada vez mais distantes no tempo,

continuaram excitando nossos imaginários e nossas referências de liberdade e de experimentação".

 

SERVIÇO

Galeria Base na SP-Arte 2018 – Setor "Repertório", stand RP11

Exposição: "Carimbos"

Artista: José Claudio

Curadoria: Clarissa Diniz

Direção: Daniel Maranhão e Fernando Ferreira de Araújo

Abertura: 11 de abril de 2018, quarta-feira (para convidados)

Período: 12 a 15 de abril de 2018

Horários: Quinta-feira a sábado, das 13 às 21h / Domingo, das 11 às 19h

Local: Pavilhão da Bienal

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Parque Ibirapuera, portão 3 - São Paulo/SP

Ingressos: Inteira, R$45,00 / Meia-entrada (estudantes, portadores de deficiência, idosos e Vale-

Cultura) / Crianças de até 10 anos não pagam entrada