Uma intervenção artística na estação Sumaré do metrô, em São Paulo, pretende incentivar passageiros a usar máscara de proteção durante toda a viagem. A iniciativa faz parte de uma campanha para conscientizar usuários de transporte público. Amanhã, o uso de máscaras passa a ser obrigatório em todo o estado de São Paulo. Para ajudar na campanha, o artista Alex Flemming fez uma intervenção na própria obra, documentado por Henrique Luz. São 22 fotografias e poesias estampadas sobre painéis de vidro, ela busca fisgar olhares apressados e até distraídos pelo vaivém da vida. Os personagens, a partir dessa semana, passaram a usar máscaras para ajudar na conscientização dos passageiros. O trabalho do paulistano Flemming, de 1998, mereceu até um livro-catálogo com a explicação de como a obra, intitulada “Estação Sumaré”, foi desenvolvida. Ele fez fotografias que foram estampadas sobre painéis de vidro de 1,75 m x 1,25 m. “O artista utilizou duas série de 22 imagens, colocadas enfileiradas nas plataformas e ordenadas, uma no sentido inverso da outra, com 22 poemas, um para cada imagem. São retratos anônimos de tipos raciais diferentes, brancos, pretos e asiáticos, fotografados frontalmente como nos passaportes, nas carteiras de identidade, ampliados e gravados sobre vidros”, explicou Fábio Magalhães em texto para o livro. E que agora, usando máscaras por conta da pandemia do coronavírus, resgata novo compromisso social 22 anos depois.
Fotos: Henrique Luz/ Divulgação

Alex Flemming ao lado de um de seus personagens agora mascarados
Vista Geral da Obra de Alex Flemming
Vista Geral da Obra de Alex Flemming
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