ABAIXO OS EGOTRIPS

No leque de empresas que vivem momentos difíceis por conta por conta da pandemia do novo coronavírus, talvez o mercado de entretenimento, mais especificamente o das casas noturnas e no eixo Rio-São Paulo, sentem desde março, uma crise sem precedentes provocado pelo grande estrago ao ter suas portas trancadas – fechadas e sem expectativa de reabertura enquanto aglomerações são inseguras.

E dentro desse cenário, encontra-se o empresário André Almada – idealizador e dono do Grupo The Week, a maior referência em entretenimento gay no Brasil. Dono também de uma gigantesca presença nas redes sociais, André – paralelo a reorganização de sua vida empresarial – tem dedicado boa parte de sua quarentena em apoiar, divulgar e incentivar iniciativas solidárias aos profissionais da noite, muitos deles informais e que, sem demanda por trabalho, ficaram desguarnecidos com essa mudança tão brusca.

E, entre outras ações, mergulhou de cabeça em apoio à ideia do show digital para arrecadação de fundos para esses profissionais. Com o slogan “Um por todos e Todos pela música” o show, promovido pela Headphone Music – uma agencia brasileira de artistas, DJs e produtores musicais da cena eletrônica LGBTQIA+ que foi um sucesso e já prepara uma 2ª versão. Outra de suas iniciativas recentes foi apoiar a “Campanha UNAIDS Brasil” participando do vídeo em prol de ajuda e amparo às pessoas portadoras de HIV que vivem momento de extrema vulnerabilidade nesse período de pandemia.

Mas, de tudo que se pode chamar de frutífero entre as iniciativas desses últimos dias de quarentena, se destaca, sem sombra de dúvidas, uma campanha de ordem pessoal onde André chama seu público à uma reflexão: ter uma vida “sem egotrips narcisistas”. E, em um vídeo emocionante, convida seus seguidores a uma mudança importante – adotar nas redes sociais um comportamento mais condizente com a realidade atual afirmando que “o universo das mídias sociais é injusto e desonesto com aqueles que não se enquadram nos perfis e padrões estabelecidos por elas e por nós mesmos”. Usando um belíssimo texto da jornalista Mônica Salgado como base, critica quem tem e ainda expõe nesses tempos de pandemia um estilo de vida luxuoso, com os corpos perfeitos, nos lugares sofisticados em busca da melhor pose e a companhia de famosos em troca de curtidas nas redes sociais.

E lança a pergunta – “Em que você pode ser útil nesse momento?”

André Almada
Danilo Borges/Divulgação
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